A Liga de Amigos do Douro Património Mundial e a Fundação Museu do Douro são as primeiras subscritoras da petição pública pela completa requalificação e reabertura da Linha do Douro (Ermesinde-Barca de Alva e subsequente ligação a Salamanca), que vai ser apresentada oficialmente no próximo dia 15 de junho, pelas 15:00 horas, no Museu do Douro, na Régua. António Filipe, presidente da Liga, e um dos rostos mais visíveis da defesa desta linha, foi à reunião da CIM Douro, no dia 6 de junho, e pediu o envolvimento dos autarcas, dos 19 concelhos, e das mais 200 mil pessoas desta grande região para que o documento chegue à Assembleia da República com a força e dimensão que o Douro merece.

A Linha do Douro é uma das três obras consideradas estratégicas para a CIM Douro. Foi incluída no documento macro “Douro 2030 – Estratégia para uma Década”, remetido em 2018 à União Europeia, foi indicada pela Comunidade Intermunicipal para constar no Programa Nacional de Investimentos (PNI) e, a par do IC 26 e do Douro’s Inland Waterway é entendida como determinante para o futuro do Douro, por dinamizar a economia, fixar população, garantir maior atividade turística e ter uma vertente transfronteiriça que interessa a Portugal e Espanha.

Contudo, o Governo português decidiu não incluir na versão intermédia do PNI a Linha do Douro, sabendo-se que a União Europeia defende e apoia investimentos transnacionais na ferrovia e, concretamente, a ligação de qualidade de comboio de Portugal a Espanha e ao resto da Europa. Foi precisamente essa a constatação que o Presidente da Liga de Amigos, António Filipe, deixou aos autarcas da CIM Douro, relembrando o papel essencial da Linha do Douro na economia e no turismo: “A requalificação da Linha do Douro poderá ser vetor fundamental no turismo na região por ligar quatro patrimónios da Humanidade: o Porto, o Alto Douro Vinhateiro, Foz Côa e Salamanca”.

António Filipe afirma, por isso, que a petição que lidera “nada tem de política. É uma petição em defesa da região”, numa altura em que se sabe que “a requalificação integral da Linha do Douro e a ligação a Espanha custará 500 milhões de euros, o equivalente a 5 quilómetros de metro em Lisboa”.

Precisa-se “coragem para pensar a longo prazo”, acrescentou o Presidente da Liga de Amigos do Douro, relembrando que toda esta região e o Norte de Portugal dependem da inscrição da Linha do Douro no Programa Nacional de Investimentos 2030 ou noutro investimento público adequado e que “seja entendida como primeira prioridade e articulada com o Governo de Espanha a autonomia de Castela e Leão”, partes interessadas em que esta fia férrea seja requalificada.

A SIC esteve na Régua e em Vila Real e colheu dos responsáveis pela petição e do Presidente da CIM Douro, Carlos Silva Santiago, as razões que explicam o empenho de toda a região na defesa da Linha do Douro.

Veja a peça através do link: https://sicnoticias.pt/pais/2019-06-05-Douro-quer-a-reabertura-da-linha-de-comboio-entre-o-Pocinho-e-Espanha