Fórum “Alterações Climáticas no Douro” e apresentação da proposta de PAIAC-Douro

Decorreu nos dias 19 e 20 de julho, em Tabuaço, o Fórum “Alterações Climáticas no Douro”, o qual constituiu uma oportunidade para discutir a temática das alterações climáticas na região do Douro, bem como as respetivas implicações nos bens inscritos na lista do Património Mundial, como é o caso do Alto Douro Vinhateiro e das Gravuras Rupestres de Foz Côa. Neste Fórum foi apresentada a proposta de PAIAC - Douro “Plano de Ação Intermunicipal para as alterações climáticas no Douro”, a qual fica agora disponível para que os interessados possam tomar conhecimento da mesma e dar o seu contributo, podendo este ser enviado para o seguinte contacto: correio@cimdouro.pt.


Resumo do Projeto

O PAIAC - Douro “Plano de Ação Intermunicipal para as alterações climáticas no Douro” consiste num estudo multissectorial, onde se pretende caraterizar, aos níveis intermunicipal e municipal, os impactes e as oportunidades colocadas pelas alterações climáticas, assim como definir uma estratégia de resposta que minimize os impactes negativos e potencialize as oportunidades associadas ao referido fenómeno.


Estudo multissectorial, de nível intermunicipal, dos impactes e das oportunidades colocadas pelas alterações climáticas, com objectivo de definir uma estratégia de resposta aos desafios colocados por tal fenómeno.

O PAIAC Douro abordará aspetos associados à gestão, usos e ocupação do solo, relacionando-os com os potenciais impactes / efeitos associados às alterações climáticas. A identificação das potenciais consequências, a realizar numa primeira fase, sustentará a identificação das oportunidades de intervenção para aumento da resiliência do território e mitigação dos riscos, a desenvolver numa fase subsequente, a traduzir sob a forma de um plano de ação.

€125.000,00

from 01 jan 2017
to 30 mar 2018
Tema

Ação climática, ambiente, eficiência de recursos

Quais os principais resultados do projeto?

O PAIAC Douro contribuirá, entre outros aspetos, para:

  • Atingir os compromissos nacionais e europeus de redução de emissões;
  • Consciencializar as autoridades locais no que diz respeito ao seu papel e benefícios de ação (encorajando e acelerando o mesmo);
  • Definir um quadro de ação para adaptação às alterações climáticas, com as preocupações locais e com o planeamento intermunicipal, permitindo a conjugação de diversas intervenções, transversais e sectoriais;
  • Promover a mitigação e adaptação às alterações climáticas, com os expectáveis efeitos positivos ao nível da criação de emprego e desenvolvimento económico, poupança financeira, melhoria da qualidade do ar e redução de tráfego, etc.).

Parceiros

 

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Alterações Climáticas

Consideram-se "Alterações Climáticas" qualquer mudança no clima ao longo do tempo, devida à variabilidade natural ou como resultado de atividades humanas.

Por sua vez poder-se-á descrever a “adaptação” como um processo que promove o ajuste dos sistemas naturais e/ou humanos, em resposta a estímulos climáticos observados ou projetados, contribuindo para a promoção da resiliência dos sistemas naturais, sociais e económicos.

As alterações climáticas correspondem a um fenómeno transversal a todas as regiões do mundo.

Os seus efeitos afetam todas as regiões, sociedades e pessoas, em escalas diferentes, sendo particularmente vulneráveis, as pessoas em situação de pobreza extrema, mulheres, crianças, idosos e doentes crónicos.

Em Portugal, os cenários avaliados apontam impactos em diversos setores de entre os quais se destacam os recursos hídricos, a saúde humana, a economia, a biodiversidade (distribuição das espécies), as áreas costeiras, entre outras.

Recursos Hídricos
  • Aumento das assimetrias regionais relativamente à disponibilidade de recursos hídricos;
  • Acréscimo de chuvadas intensas que aumentará a intensidade e a frequência dos episódios de cheias e inundações;
  • Degradação significativa dos ecossistemas fluviais devido à diminuição da disponibilidade e qualidade da água que poderão tornar-se mais vulneráveis à poluição.
Saúde humana
  • As temperaturas extremas e a poluição atmosférica contribuirão substancialmente para o aparecimento de patologias cardiovascular e respiratória;
  • As alterações na temperatura e na precipitação tenderão a aumentar a possibilidade de ocorrência de doenças transmitidas por vetores (insetos e/ou roedores), favorecendo o desenvolvimento e sobrevivência dos parasitas que causam doenças como a malária, dengue, etc.;
  • A presença de agentes patogénicos na água, cuja qualidade se prevê diminuir, pode também causar problemas de saúde pública.
Economia
  • Os setores fortemente dependentes de determinadas temperaturas e níveis de precipitação, como a agricultura, a silvicultura, a energia e o turismo serão particularmente afetados.
Biodiversidade (distribuição das espécies)
  • A distribuição das espécies será potencialmente alterada em resultado das mudanças nas condições climáticas, com migração de espécies de sul para norte e do interior para o litoral e com substituição de algumas espécies por outras mais tolerantes à secura.
Áreas costeiras
  • Até ao final do século XXI, poderá ocorrer uma subida do nível do mar no litoral português, até 1 metro no cenário mais pessimista;
  • Poderá verificar-se um agravamento da intensidade dos temporais.