Situado na margem esquerda do rio Douro, principal recurso natural deste território, São Salvador do Mundo foi várias vezes referenciado pela sua orografia, fisionomia natural e a existência de um obstáculo natural que impossibilitava a navegabilidade do rio Douro: o Cachão da Valeira, destruído em 1792. A presença de vestígios arqueológicos ao longo do espaço natural identifica a primeira ocupação durante a Pré-história, intensificando-se durante o período romano e medieval. Atualmente constituído por nove capelas e com um património religioso que narram alguns dos passos da Paixão de Cristo, o percurso cenográfico e arquitetónico foi iniciado em 1549 por D. José Gaspar da Piedade. É o espaço da romaria anual no dia do Corpo de Deus e das lendas: são exemplo o ato de dar o nó na giesta, com a mão esquerda e em andamento, como esperança de casamento, ou a expressividade física do Diabo que deixou as suas marcas gravadas na Fraga do Diabo.
